MATTOS, Rubens Belfort
- Acuidade visual para longe e freqüência de discromatopsia em índios brasileiros. Descrição de alguns aspectos oftalmológicos nos índios examinados. Tese apresentada para o Concurso de Docência-livre da Cadeira de Clínica Oftalmológica da Escola Paulista de Medicina. São Paulo 1958. 178 pp. in-4°, 86 figuras, 6 mapas, 34 quadros, 2 gráficos e 2 fac-símiles no texto. Bibliografia.
O autor examinou a visão em 527 indivíduos (p. 65) dos Kaingang paulistas, Karajá, Kaiapó, Akuê-Chavante, Fulniô, Terêna, Guarani e índios da parte superior da bacia do Xingu. Das suas conclusões destacam-se as seguintes: "Os oito agrupamentos de índios, estudados, não apresentam uniformidade quanto à acuidade visual para longe…" (p. 173). "O estudo clínico da visão cromática pelas tábuas pseudo-isocromáticas de Stilling e Ishihara, realizado em 230 índios de sexo masculino e em 129 do sexo feminino, não permitiu evidenciar caso algum de discromatopsia…" (p. 174).
A descrição de suas sete viagens realizadas em 1955 e 1956 (pp. 25-51) contém algumas informações interessantes a respeito daquelas tribos. Valiosas também são as reproduções de fotografias de rostos de pesquisados bem como de habitações.
(p. 454)




